Quem me roubou de mim? (Fábio de Melo)

O livro “QUEM ME ROUBOU DE MIM?” é um livro pequeno, mas nos faz pensar mais profundamente em COMO VIVER A DINÂMICA DE UM MUNDO QUE É PLURAL, SEM QUE NOSSA SUBJETIVIDADE CORRA O RISCO DE SER SUFOCADA? Às vezes nem nos damos conta de que estamos reféns de algo. Esse livro discute a particularidade do ser (plural e singular). Mostrando a sociedade como um mosaico. Com suas pluralidades e singularidades.

 

Frases do livro:

 

“Há pessoas que nos roubam…

Há pessoas que nos devolvem.”

 

 

 

“Quando digo o que sou, de alguma forma eu o faço para também dizer o que não sou. O ‘não ser está no avesso do ser’, assim como o tecido só é tecido porque há um avesso que o nega, não sendo outro, mas complementando-o. O que não sou também é uma forma de ser. Eu sou eu e meus avessos.”

 

“Alguém me levou de mim
Alguém que eu não sei dizer
Alguém me levou daqui.
Alguém, esse nome estranho.
Alguém que eu não vi chegar
Alguém que eu não vi partir
Alguém, que se alguém encontrar,
Recomende que me devolva a mim.”

 

 

Eu procuro por mim. Eu procuro por tudo o que é meu e que em mim se esconde. Eu procuro por um saber que ainda não sei, mas que de alguma forma já sabe de mim.

 

Eu sou assim… Processo constante de vir a ser. O que sou e ainda serei são verbos que se conjugam sob áurea de um mistério fascinante.

 

Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo. Movimento que não termina porque terminar é o mesmo que deixar de ser. Eu sou o que sou na medida em que me permito ser. E quando não sou é porque o ser eu não soube escolher. FÁBIO DE MELO

 

 

”Egoísmo

Sinto falta de você.

Mas o que sinto falta é de tudo o que é seu e me falta.

Sinto falta de minhas faltas que em você não faltam.

Sinto falta do que eu gostaria de ser e que você já é.

Estranho jeito de carecer, de parecer amor.

Hoje, neste ímpeto de honestidade que me faz dizer,

Eu descobri minhas carências inconfessáveis que insisto em manter veladas.

Acessei o baú de minhas razões inconscientes

E descobri um motivo para não continuar mentindo.

Hoje eu quero lhe confessar o meu não amor, mesmo que pareça ser.

Eu não tenho o direito de adentrar o seu território

Com o objetivo de lhe roubar a escritura.

Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos.

Você era melhor antes de mim, e só agora posso ver.

Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes;

nestes tempos de retirados e retirantes, seqüestrados e seqüestradores,

A gente corre o risco de não saber exatamente quem somos.

Mas o tempo de saber já chegou.

Não quero mais conviver com meu lado obscuro,

E, por isso, ouso direcionar meus braços

Na direção da dose de honestidade que hoje me cabe.

Hoje quero lhe confessar meu egoísmo.

Quem sabe assim eu possa ainda que por um instante amar você de verdade.

Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais,

Se meu querer bem é inoportuno e em hora errada.

É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino,

Meu segredo tão desconcertante:

Ao dizer que sinto falta de você

Eu sinto falta é de mim mesmo.”

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5 comentários sobre “Quem me roubou de mim? (Fábio de Melo)

  1. vi esse livro e mim endentifique com ele pois algoem roubou minha vida e nao devolveu adore esse livro acabre descobido que nao sou mas eu

    1. Volte onde esse roubo aconteceu.. e retome de lá.. não da pra seguir em frente sem voltar para ver o estrago ou o que realmente nos foi roubado. principalmente se foi o coração.. pegue o de volta da forma que esta.. qdo ele estiver limpo e batendo forte vc se orgulhará dizendo… eu consegui.. bjos Emanuel.. se cuida moço..

    1. oi jousy é verdade… mas permitimos muitas vezes que as coisas ou as pessoas façam certas coisas conosco.. mas se deixamos podemos parar de deixar né? Até qdo somos nós mesmo .. temos o poder de dizer “me quero de volta” Uma ótima tarde.. bjos

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